Arquivo da tag: Literatura Vitoriana

Século 19: A Era de Ouro da Fantasia, do Gótico e da Ficção Científica

Nenhum outro momento histórico da Literatura Fantástica, até hoje, foi mais rico em termos de produção e diversificação de obras e gêneros quanto no período compreendido entre a segunda metade do século 19 e o início do século 20 na Europa e nos Estados Unidos.

Nenhum outro.

Mas, por que especificamente esse período?

A Razão como promotora do Fantástico

Dentre diferentes fatores que promoveram uma verdadeira erupção do Fantástico durante a chamada Era Vitoriana (1837-1901) vou destacar aqui quatro pontos:

  • Os efeitos da Revolução Industrial;
  • O impacto de teorias científicas, com destaque para as ideias evolucionistas de Charles Darwin;
  • As pesquisas sobre o inconsciente humano e;
  • As consequências do Imperialismo europeu;

O ponto em comum a todos esses elementos é a presença do racionalismo como força motivadora da literatura fantástica em dois sentidos:

Primeiro, ao criar o cenário de curiosidade pelas novidades e promessas tecnológicas que fomentaram narrativas que celebravam, ou discutiam, o impacto da Ciência e seus produtos sobre a sociedade de fim de século.

Segundo, ao criar o cenário de rebelião a este mesmo discurso racionalista, construído  a partir da utilização do repertório mítico de natureza religiosa, sobrenatural e folclórica em histórias ambientadas no contexto finissecular.

Mas quais foram essas expressões do Fantástico alinhadas ou opositoras ao discurso racionalista? Olha aí. 

Fantasia 

No Reino Unido, Alice no País das Maravilhas (1865), A ilha do tesouro (1883) e Peter Pan e Wendy (1911); na Itália, Pinóquio (1883); na América, O maravilhoso mágico de Oz (1900) e no Brasil, A menina do narizinho arrebitado (1922).

Países diferentes cujas narrativas apresentam o mesmo padrão: diante de uma sociedade marcada pelo cientificismo, marcada pela expansão desordenada das grandes cidades com os consequentes efeitos colaterais do aumento da pobreza e da criminalidade as fadas decidem abandonar nossa realidade e se mudam para outro plano.

Afinal de contas, como essas criaturas poderiam voar em meio as nuvens de fumaça expelidas pelas centenas de fábricas da Revolução Industrial?

As crianças como protagonistas

O resultado deste fato foi o aparecimento do Romance para crianças, caracterizado por personagens infantis que se deslocam de seus lares para viverem aventuras em lugares exóticos e/ou mágicos enquanto contestam os valores do universo dos adultos.

Assim surgem reinos escondidos em tocas do coelho, em ilhas exploradas por piratas, em lugares além das nuvens, acessadas por tornados, no interior de baleias ou ainda no bucolismo do interior em sítios habitados por avós. 

Quando for ele estes romances infantis, perceba também como eles evoluíram para a forma atual.

Se antes tínhamos um herói ou heroína atuando sozinhos, hoje eles precisam dos seus amigos para a resolução dos problemas. Isso reflete a necessidade do grupo sobre o individuo.

Gótico

Carmilla (1872), O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (1886), O retrato de Dorian Gray (1891), Drácula (1897) e A volta do parafuso (1898).

Mais uma vez, um curto período de tempo fomenta o aparecimento de obras de um gênero específico, hoje tidas como clássicas.

Após surgir no ano de 1764 com O Castelo de Otranto, de Horace Walpole como uma reação do sobrenatural a hegemonia do racionalismo iluminista, o gótico passou por transformações ao longo do século 19 nas mãos dos românticos que expandiu sua estrutura e temáticas.

Mas foram as últimas décadas do mesmo século 19 que testemunharam o ressurgimento do gótico em perfeito alinhamento com as grandes questões e ansiedades da sociedade vitoriana.

A decadência da evolução 

Habitando a mesma Londres que na vida real contou com a presença de Jack, o Estripador, os personagens do gótico vitoriano refletiam a postura artística do Decadentismo que, como observado no jovem Dorian Gray, refutava o discurso do progresso a favor de um comportamento marcado pela busca de sensações e a construção de universos artificiais alienados da vida urbana.

Outras duas influencias, dentre tantas, eram as ideias evolucionistas de Charles Darwin e as pesquisas sobre o inconsciente humano, incorporadas na aparência simiesca do Mr. Hyde ou em Drácula, que era capaz de subverter a cadeia evolucionária se transformando em ratos ou lobos. 

Ao ler, perceba como estes mesmos dois personagens também revelam a postura imperialista, externa e interna, das elites inglesas em relação ao estrangeiro e aos pobres da sociedade vitoriana.

Ficção Científica

Na França, Da Terra a Lua (1865) e Vinte mil léguas submarinas (1870); na Inglaterra, A máquina do tempo (1895) e Guerra dos mundos (1898), dentre tantas outras obras mais. 

Antes da Ficção Científica ser chamada de Ficção Científica haviam as Viagens Extraordinárias do francês Júlio Verne e os Romances Científicos do inglês Herbert George Wells.  

 Ao contrário da Fantasia e do Gótico, que traziam em seu discurso uma oposição ao racionalismo hegemônico do período, as obras de Verne e Wells, em sua maior parte, celebravam as possibilidades redentoras e transformadoras que a Ciência poderia trazer para a humanidade.

Isso é algo particularmente notado nos romances do escritor francês.

Já no caso de H. G. Wells, suas obras frisavam o caráter neutro da Ciência, dando ênfase ao fato que era o homem o responsável pela eventual corrupção desta na criação de produtos ou práticas que oprimiam o individuo.

Ao ler Verne e Wells, perceba como os dois escritores ora corroboram ora criticam a visão européia em relação a outros povos e culturas.

Tempos estranhos

A inclinação das últimas décadas do século 19 para o Fantástico não se restringiu apenas ao surgimento ou revitalização de expressões distintas do Fantástico.

Ela também se manifesta na subversão das fronteiras entre elas, como no caso da Weird Fiction.

Mas isso já é assunto para outro post aqui do blog FANTASTICURSOS.

E se você gostou do texto, deixe seu comentário, assine o blog e compartilhe esta publicação com outros seres fantásticos como você.

Obrigado pela leitura e até a semana que vem.

Fontes utilizadas

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. Trad.Carlos Moisés e Ana Ioratti. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

CAUSO, Roberto de Souza. (2003). Ficção científica, fantasia e horror no Brasil: 1875-1950. Belo Horizonte: Editora UFMG.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil. São Paulo: Ática, 1997.

JAMES, Edward, MENDLESON, Farah (Eds). Fantasy Literature. Cambridge University Press, 2012, p. 200-213. (The Cambridge Companion to).

RUDDICK, Nicholas. The fantastic fiction of the fin de siècle. In: MARSHALL, Gail. (Ed.). The fin de siècle. Cambridge University Press, 2007, p. 189-206. (The Cambridge Companion to).

SNODGRASS, Mary Ellen. Encyclopedia of Gothic Literature. New York: Facts on File Inc., 2005

 

Jogando luzes nas trevas (Parte 3): O Gótico no Brasil decadente

No primeiro post escrevi sobre como o Gótico chegou a Literatura Brasileira durante o Romantismo por meio do Gótico Colonial, quando escritores abordaram o interior do país em um processo de reconhecimento e apresentação do país aos brasileiros.

O château do local foi construído no estilo em estilo gótico-provençal
Castelo Gótico da Ilha Fiscal, no centro do Rio de Janeiro.

Já no segundo post, da semana passada, o assunto foi a chegada do Gótico aos centros urbanos brasileiros através da Ciência Gótica.

O termo "Ciência Gótica" usado pelo crítico brasileiro Bráulio Tavares.
O Romance FRANKENSTEIN (1818), de Marys Shelley é tomado como um dos primeiros casos de Ciência Gótica .

Nesta terceira e última parte dos primeiros momentos da Literatura Gótica no Brasil vou mostrar como, além da Ciência Gótica, o Gótico se manifestou nas cidades brasileiras através por Decadentismo

A decadência do moderno

Ilustração do artista simbolista e surrealista Santiago Caruso.

O termo “Decadência”, conforme o verbete no Dictionary of Literary Terms and Literary Theory (1991), descreve um período da Arte ou da Literatura que, comparado com a excelência de uma era anterior, está em declínio.

Origem

Ilustração do artista simbolista e surrealista Santiago Caruso.

Ainda que o termo já tivesse sido usado para descrever, lá na Antiguidade, o final dos períodos Alexandrino (300-30 a.C.) e do Imperador Romano Augusto (14 d.C.), ele se consagrou nos tempos modernos na França para designar o movimento simbolista de meados e fim do século XIX.

Em termos estritamente literários, segundo o crítico Orna Messer Levin em As figurações do dândi (1996), a noção de Decadência apareceu pela primeira vez na França em 1834 no estudo do crítico Desiré Nisard no qual eram analisadas as semelhanças da poesia latina com a literatura romântica.

Mas foi com a coletânea de poemas As flores do mal (1857), do poeta Charles Baudelaire, fortemente influenciado pela visão artística de Edgar Allan Poe, que a literatura decadentista encontrou o seu manifesto, ganhando força através da influência exercida sobre os artistas contrários ao status quo.

Características

Ilustração do artista simbolista e surrealista Santiago Caruso.

O Decadentismo era identificado por algumas características, tais como:

  • Autonomia da arte em relação as questões sociais;
  • Necessidade do sensacionalismo;
  • Necessidade do melodrama;
  • Foco no egocentrismo;
  • Preferência pelo bizarro;
  • Construção de um mundo interior, artificial;
  • Posição autônoma do artista em relação à sociedade, particularmente a classe média burguesa;
  • Crítica ao racionalismo científico presente no pensamento realista-naturalista.

A Bíblia do movimento

Ilustração do artista simbolista e surrealista Santiago Caruso.

Em 1884, o Decadentismo chegou à prosa com a publicação de Às avessas, de Joris-Karl Huysmans, considerado como o “breviário” do movimento.

Nele, as idéias decadentistas ganham corpo no protagonista Des Esseintes, que exemplifica a figura decadente, consumida pela maladie fin de siècle.

Ele devota sua energia, fortuna e inteligência à substituição do natural pelo não-natural e artificial em uma existência que se resume pela busca de sensações novas e bizarras, uma ânsia trágica de libertação e narcisismo.

Na Literatura Inglesa, que veio a impactar diretamente esta manifestação do Gótico no Brasil, encontramos personagens decadentes nas figuras de Dr. Jekyll/Mr. Hyde (O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde /1886) e, principalmente, o jovem Dorian Gray (O retrato de Dorian Gray / 1891). 

A cidade nova e decadente

A influência do Decadentismo como veículo para as convenções e temáticas do Gótico se manifestou no uso da cidade como principal espaço das histórias.

Como destaca Alexandra Warwick em “Urban Gothic” (1998), a alienação do homem oprimido por uma cidade negra pela fumaça das fábricas foi refletida em uma personalidade paranoica e fragmentada.

A cidade, seja a Londres vitoriana ou o Rio da Belle Époque, apareceu como um lugar de ruínas, paradoxalmente sempre novo, mas sempre decadente, um estado de morte em vida que, no romance Drácula (1897), de Bram Stoker, ajuda a explicar a atração de Londres sobre o morto-vivo da Transilvânia.

Essa dualidade também foi refletida em O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde onde a dualidade dos personagens reflete a contradição de uma cidade com comportamentos distintos de dia e de noite. 

No Brasil, escritores diversos incorporaram esse espírito decadentista/simbolista como, dentre outros, Alphonsus de Guimaraens, Rocha Pombo e, nos anos 50, Cornélio Pena, mas nenhum outro foi mais representativo das contradições das primeira décadas do século 20 que João do Rio, pseudônimo do jornalista e escritor Paulo Barreto.

O Gótico decadentista brasileiro

João do Rio foi o responsável por introduzir Oscar Wilde no Brasil.

“Oh! SIM, as ruas têm alma. Há ruas honestas, ruas ambíguas, ruas sinistras, ruas nobres, delicadas, trágicas, depravadas, puras, infames, ruas sem história, ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira, ruas guerreiras, revoltosas, medrosas, speenéticas, esnobes, ruas aristocráticas, ruas amorosas, ruas covardes, que ficam sem pinga de sangue…” (RIO, 1987). 

A rua, esta entidade de vida própria, reflexo da alma ambígua do escritor-jornalista, é o lugar por onde passeiam de dia a dama da sociedade, o cavalheiro, as modern girls e os chamativos automóveis.

É na noite, porém, que este local se revela plenamente na apresentação de sua atmosfera carregada de vício, medo e mistério.

Não à toa o título de seu principal livro de contos – Dentro da noite (1910) – anuncia o palco ideal para narrativas povoadas por jogadores, neuróticos, suicidas, sádicos, pervertidos, hiperistéricos e outros personagens desajustados.

Falando sobre a importância desse elemento e do desejo de modernização urgente da época, Marshall Berman destaca:

“Por toda a era de Haussmann e Baudelaire, entrando no século XX, essa fantasia urbana cristalizou-se em torno da rua, que emergiu como símbolo fundamental da vida urbana” (BERMAN, 1986).

A menção a dois ícones do período de posições e valores opostos – Haussmann e Baudelaire – enfatiza a condição ambivalente e contraditória da rua que foi assumida pela ficção de João do Rio. 

Uma característica comum de estetas como Des Esseintes, Dorian Gray e os personagens de João do Rio consiste na troca da realidade imediata pela ilusão.

Dorian Gray e PENNY DREADFUL

Esta construção visa criar um espaço dimensionado artificialmente no qual se afirme a capacidade do homem de libertar-se da natureza.

Os estetas rejeitam a paisagem natural de duas maneiras: usando cenários artificiais e recriando o espaço urbano a partir da força imaginativa. Assim, a cidade especifica um topos da literatura decadentista e também da literatura Gótica. Como salienta Levin:

“Na urbe o devaneio angustiante em busca de uma visão, uma imagem que integre o homem à vida ganha características topográficas. A ideia de que o homem se encontra subjugado ao desequilíbrio dos nervos aparece tematizada na cidade desconhecida, cheia de passagens obscuras que criam a sensação de mistério. Este espaço reproduz na forma de ruas estreitas, becos escuros, canais, pontes e avenidas a impossibilidade de a personagem decadentista reconhecer-se no tipo de vida contemporânea” (LEVIN, 1996).

Sobre bebês deformados e automóveis satânicos

Um exemplo dessa utilização do espaço urbano como pano de fundo de uma narrativa pontuada por uma atmosfera de imoralidade, erotismo, desordem e presença do sobrenatural é “O bebê de tarlatana rosa” (1910).

Carnaval carioca em 1920

Ambientada durante o Carnaval, período em que a razão, a ordem e o racionalismo são suspensos a favor do descontrole, da depravação e dos desejos bestiais, este conto de João do Rio acompanha os passos de Heitor de Alencar atrás de uma figura fantasiada de bebê com um nariz postiço.

Entre beijos e abraços, os dois personagens se afastam para uma rua escura onde em um ímpeto de tesão e curiosidade Heitor arranca a máscara da pessoa para revelar um ser que muito lembra a personificação da morte no conto e Poe “A máscara rubra da morte”:

“Presa dos meus lábios, com dois olhos que a cólera e o pavor pareciam fundir, eu tinha uma cabeça estranha, uma cabeça sem nariz, com dois buracos sangrentos que era alucinadamente – uma caveira com carne…” (RIO, 2001).

Seria uma figura feminina ou um homossexual? O conto deixa aberto as interpretações

A fragmentação sentida pelo homem finissecular diante das mudanças trazidas pela Revolução Industrial e pela alienação da Belle Époque deram margem a uma visão dos produtos da ciência e do progresso como elementos quase sobrenaturais, até mesmo satânicos, que se identificavam com a postura encontrada tanto no Decadentismo quanto na Ciência Gótica.

Este comportamento pode ser constatado em João do Rio diante do automóvel na crônica “A Era do Automóvel”:

“E a transfiguração se fez como nas férias fulgurantes, ao tã-tã de Satanás. Ruas arrasaram-se, avenidas surgiram, […] e desabrido o automóvel entrou, arrastando desvairadamente uma catadupa de automóveis. Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chofer é rei, é soberano, é tirano” (RIO, 1971).

Na crônica de João do Rio o automóvel é o símbolo do grande paradoxo da modernidade: ao mesmo tempo em que ele aponta a direção para onde a civilização se encaminha, ele altera radicalmente a paisagem e a noção de tempo e, neste processo, também muda a vida dos motoristas.

Nesta contradição se descobre o dilema decadente de João do Rio: declara amor à modernidade e paradoxalmente manifesta abertamente as suas reservas quanto aos seus efeitos.

A análise deste quadro ajuda a compreender o aparente paradoxo do dândi em flertar com as duas faces da Belle Époque. Na verdade, há apenas um lado, no qual está o homem finissecular, alienado e fragmentado pelo pensamento cientifico.

E assim, seja apresentando um país estranho aos brasileiro pelo Gótico Colonial, seja pela expressão do fascínio e temor com os produtos do progresso através da Ciência Gótica, ou se posicionando de forma crítica denunciando a decadência de uma sociedade racionalista, a Literatura Gótica aportou no Brasil, criando um caminho que seria seguido por outros escritores nas décadas seguintes.

Se você gostou do post, compartilhe com seus amigos sinistros e assine o blog!

Uma ótima semana!

Fontes utilizadas

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. Trad. Carlos Moisés e Ana Ioratti. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

BROCA, Brito. A vida literária no Brasil: 1900. 2 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.

LEVIN, Orna Messer. As figurações do dândi: um estudo sobre a obra de João do Rio. Campinas: Editora da UNICAMP, 1996.

LIMA, Luiz Costa. Sociedade e discurso ficcional. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1986.

MIGUEL-PEREIRA, Lucia. Prosa de ficção (1870 a 1920). 2 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1957. (História da Literatura Brasileira. Vol. XII)

MOISÉS, Massaud. O Simbolismo. São Paulo: Editora Cultrix, 1973. (A literatura Brasileira, vol IV).

NEEDELL, Jeffrey D. A Tropical Belle Epoque: Elite Culture and Society in Turn-of-thecentury Rio de Janeiro. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.

PORRU, Mauro. Prefácios do imaginário decadentista. In: COUTINHO, Luiz Edmundo Bouças. (Org.). Arte e artifício: manobras de fim-de-século. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. p. 57-68.

RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Secretária municipal de cultura, 1987. (Biblioteca Carioca; vol. 4)

______. A era do automóvel (fragmentos). In: MARTINS, Luís. João do Rio: uma antologia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1971, p. 47-50.

______. O bebê de tarlatana rosa. In: CUNHA, Helena Parente. (Seleção). Melhores contos de João do Rio. 2 ed. São Paulo: Global, 2001. (Melhores contos; 15), p. 71-75.

SILVA, Alexander Meireles da. O admirável mundo novo da República Velha: o nascimento da ficção científica brasileira. Rio de Janeiro, UFRJ, Faculdade de Letras, 2008. 193 fl. digitadas. Tese de Doutorado em Literatura Comparada.

TAVARES, Bráulio. (Org.) Páginas de sombra: contos fantásticos brasileiros. Rio de Janeiro: Casa da palavra, 2003.

WARWICK, Alexandra. Urban Gothic. In: MULVEY-ROBERTS, Marie. (ed.). The Handbook to Gothic Literature. New York: NY University Press, 1998, p. 288-289.